Espalhados por quatro cantos do mundo, cá estamos nós para partilhar experiências...de vida, de trabalho, de culturas diferentes, enfim...Portanto toca a contar histórias! Lisboa, Amsterdam, Paris, New York, London...para já são estes os pontos de referência...quem sabe se não aparecerão outros!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Em 10 de Outubro de 2007...

Pois é amigos, passou-se um ano.

Em 10 de Outubro de 2007 foi escrito o primeiro post deste arquitectosemfuga. Alguns de nós estavam a fazer malas, outros acabados de chegar a um novo destino... todos nós cheios de sonhos, desejos, entusiasmo.
Passado um ano uns voltaram a Lisboa, outros ficaram por terras mais longinquas, encontraram-se novas vidas, ganharam-se outros vícios.

Passou-se um ano... e esta vossa amiga que leva o coração sempre na palma da mão não podia estar mais sentimental. É bom ver o quanto mudámos, o que percorremos e os sonhos que ainda temos.E é bom saber que ainda os vemos juntos.


Por isso, arquitectos sem fuga, como para mim irão sempre ser, parabéns. Por tudo...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

E a fuga continua...


Who's next?

=)

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

It's about time


Pois é...talvez chegue o dia...o tal dia, à tardinha, em que eu vou ter pachorra para a arquitectura.

domingo, 21 de setembro de 2008

Open House Weekend

Há dois anos atrás, aquando de uma visita a Londres, descobri por mero acaso o Open House Festival. A ideia é extremamente simples: Durante um fim-de-semana alguns dos edifícios mais notáveis da cidade abrem as suas portas ao grande público para visitas, numa oportunidade única para conhecer objectos de arquitectura exemplares na cidade. Falamos de uma variedade imensa de edifícios: de arquitectura contemporânea a romana, públicos ou privados, num total de cerca de 700.
Esta ideia simples pressupõe um gesto importante... Por toda a cidade, instituições, empresas e privados reconhecem a importância de dar a conhecer estes objectos de arquitectura e abrem as suas portas à cidade. É este gesto de boa vontade, principalmente dos privados que, literalmente, abrem as portas de suas casas, que me fascina acima de tudo. É a confirmação do significado social, económico e cultural da arquitectura e da sua influência na sociedade.

Foi no sábado de manhã, enquanto esperava a abertura do Lloyd's que me deparei novamente com um facto que já tinha referido aquando do Festival da Arquitectura. São 9.30h da manhã de sábado no distrito financeiro de Londres, os cafés e as lojas ainda estão fechados, há poucos carros na rua... mas no número 1 de Lime Street há uma fila para entrar num dos edifícios mais incónicos de Londres. E à minha volta estão jovens (quase) arquitectos como nós, pais com crianças pequeninas ainda a tentar afastar o sono, turistas, avós, adolescentes... todos ansiosos por conhecer o edifício desenhado por Richard Rogers em 1986. Essencialmente, era o oposto a todos aqueles eventos para elites que todos nós conhecemos. E quando saí a fila tinha duplicado e a heterogenia dos visitantes persistia, mostrando mais uma vez que estes acontecimentos estão abertos a todos porque a arquitectura influência e define a cidade e daí a vida de todos os que a vivem diariamente.

Enfim, mais uma vez senti-me como a Dorothy... "Toto, I've a feeling we're not in Kansas anymore..."

Deixo-vos com um cheirinho do meu fim-de-semana e uma pequena dica: se algum dia estiverem em Londres na altura deste festival rumem ao Lloyd's. O meu cepticismo em relação aquele edifício-máquina industrial foi repensado depois de visitar os espaços criados.




quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Made in Portugal

A tomar o pequeno-almoço no atelier e discutir dias de férias com o meu calendário made in Portugal:

" - Mas o que é o Q ? Qednesday?
- Não, em Portugal os dias da semana são segunda-feira, quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira, sábado e domingo.
- Hummm (ar pensativo) ... mas então... e quando é a primeira-feira?
- Olha, não sei! Perdeu-se pelo caminho. "


P.S: É bom ver os fugitivos de volta...

domingo, 31 de agosto de 2008

E foi assim...

olá camaradas, colegas, amigos....
A pedido de alguns membros e curiosos deste blog que se sentiam algo abandonadas pela pouca participação dos estagiários retornados, decidi continuar a manter presença activa no arquitectosemfuga, sempre que se proporcionar. Sim, até porque os nossos queridos emigras precisam de manter algum contacto com o que se passa por aqui.
As notícias são poucas, regressei, sarei algumas das minhas mágoas, guardei as outras cá bem no fundo para poder continuar o que só agora está a começar. Olhei para lisboa com outros olhos mas com a mesma paixão: é bom estar em casa, ver que aquilo de que somos feitos tem conteúdo, tem memória, tem intensidade. As férias, essas foram longas, não por opção mas porque a vida se encarregou de decidir por mim, e depois de muitas coisas chatas para resolver, tive finalmente os meus 15 dias de verdadeiro descanso. Primeiro por tavira com os amigos à mistura (só tenho pena que tenham faltado as fotos no parque aquático), depois a dois, pela galé, sempre com um cenário de sonho e um canto de praia longe do mundo. Seguimos para sul, passeando pela costa alentejana, zambujeira do mar, porto covo, vila nova e por fim sagres, onde a visita á muralha quase que me levava o vestidinho de praia, tal era a ventania. Acabámos por jantar em portimão, em busca da bela sangria de champagne com bola de gelado. Antes do regresso ao perogil, ainda passámos um dia na praia da salema, onde a água é bem gelada e depois numa praia fabulosa e "quase" secreta em alvor, onde se avistavam alguns corpos oleados bambuleando as suas "rolhas"(se é que me percebem).De volta a tavira, voltámos às nossas rotineiras jantaradas no terraço sempre com caipirinha á mistura e algumas saídas aos nosso lugares de eleição. E pronto, assim foram.
Agora, toca a trabalhar, toca a perseguir sonhos. Ponho a minha máscara e finjo que estou curada de algo que não tem cura nem remédio.

até breve

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Lisboa menina, moça...enfim jeitosa =)

Ora viva meus caros.

Passou tempo. Muito tempo. Passou-se! Foi quase de um dia para o outro que voltar pareceu inevitável. Saudades? Talvez. Trabalho a mais? Sem a mínima dúvida. Condições de vida? Perigosas, precárias, digamos...complicadas =)

Tudo é experiência, tudo nos enriquece até nos começar a empobrecer. Foi o que aconteceu. 8 meses a Bronx e Autocad admitamos, não é fácil, mesmo para este ser que gosta de complicações.

Mas fiz a coisa com estilo. Saí do atelier uma semana antes de regressar a terras lusitanas, para aproveitar uma semana com uns quantos dólares no bolso. Adeus adeus amélias, viajantes, coreanos, alemães, australianos, austríacos e alguns americanos, só mesmo por ser a terra deles. Ficar ficar, ficaram poucos, ou seja, os que interessavam. Pena eles não poderem ler isto. Esperam-se traduções brevemente. Go go go a ver os sítios que faltavam, dar a voltinha da praxe no circle line e apanhar um escaldão, ir a Coney Island, ouvir o Woody ao vivo, atravessar a ponte de Brooklyn, dormir uma noite em Manhattan, correr a cidade, ir perdendo dólares, ups ups, últimas despedidas e a promessa "if you come back to NY, I'll come back too". A seu tempo. Voltar voltar, só com condições. E agora as exigências são muitas =)

Pai, mãe! O vosso cartão multibanco...pois é, roubada na última semana e sem cartões, paga aqui 80 euros na alfândega já que andas para aqui a fazer importações... bolas foi só roupinha... sim porque o iphone comprei-o no Natal, ainda tem a película mas comprei no Natal...sou poupadinha...coitaditos não me conhecem senão esta não tinha pegado =)

Bora lá despachar o relatório em 15 dias, ter fériazitas no meio e começar a trabalhar de novo, sim porque há muitos centros comercias para fazer! Pois é meus caros rendi-me à arquitectura comercial mas já tenho um lema: "a coisa ia ser feita com ou sem mim, portanto comigo sempre fica um bocadinho melhor, modéstia à parte porque cerimónias são coisas feias". E condições de trabalho upa upa! Sair por volta das 6 e até ter aquela coisa a que se chama vida hein? Bem bom! Até a coisa ficar feia porque para já é só Agosto...

Enfim resumindo e concluindo a coisa, ando pela nossa Lisboa, pelo menos para já. E não é assim tão mau. É até bem bom. Onde mais é que encontramos esta luz e esta língua afiada? Não é fácil!

Nova Iorque será daqui em diante um estado de espírito, uma vontade incessante de conhecer coisas novas, ter novas experiências, ser algo mais.

Até voltar para lá de novo =)

Beijinhos e abraços, escolham o que se adapta melhor.