Deixo aqui uma parte da introdução do meu relatório de estágio, onde muito breve falei do início do início...
Deixar tudo para trás não foi fácil, não...mas agora que o estágio acabou e me vejo livre finalmente daquele fantasma "inquisidor" que tantas vezes se tornou e (ainda) torna a "nossa" faculdade, posso dizer: valeu a pena!
"...Na minha procura de estágio, Paris era cidade de eleição, procurei um atelier em que a actividade fosse diferenciada e que de algum modo tivesse uma posição solida sobre o mundo da arquitectura, «une grande agence» era preferencial, mais pelo desafio, pela diversidade e pela potencialidade de absorção máxima de conhecimentos e experiências.
Enviei o meu portfolio para o Ateliers Jean Nouvel em Paris e passada uma semana responderam-me dizendo que queriam uma entrevista comigo. Voei para Paris a pensar que seria difícil conseguir o estágio e por isso nem levei comigo muita coisa, uma pequena mala, vários exemplares do portfolio, o suficiente para 15 dias de procura de estágio.
Tive apenas 5 minutos para explicar todo o meu percurso académico e no fim: «tu veux commencer la semaine prochaine?». E assim foi...não voltei.
...
O primeiro dia foi complicado, descobrir e perceber a organização e o funcionamento de tudo. Num edifício antigo, uma espécie de neo-clássico, constituido por 3 pisos, todo reformulado por dentro, estilo open-space. Aqui respira-se energia, entusiasmo e espírito de trabalho. Fui recebida por um conjunto de pessoas simpáticas e disponiveis. A integração foi fácil, uma equipa multi-cultural, com quem muito aprendi e que mesmo nos momentos mais difíceis, de stress, de cansaço, houve sempre um sorriso, uma palavra de motivação para continuar.
..."
Eu espero que as vossas experiencias vos tenham dado tanto como a mim, mesmo às vezes quando a saudade apertava, quando ninguém nos compreendia ou soltavamos umas palavras em português por descuido...quando trabalhavamos até tarde como uns doidos ou não sabiamos o que fazer...Espero que tenha valido a pena...Eu por aqui fico pela "France" (como emigra que se prese!) e por isso não vou deixar que este blog morra!!!
Dêm noticias amigos!!!!
Beijos grandes
Espalhados por quatro cantos do mundo, cá estamos nós para partilhar experiências...de vida, de trabalho, de culturas diferentes, enfim...Portanto toca a contar histórias! Lisboa, Amsterdam, Paris, New York, London...para já são estes os pontos de referência...quem sabe se não aparecerão outros!
quarta-feira, 28 de maio de 2008
domingo, 18 de maio de 2008
Às vezes também falamos sobre Arquitectura...
Devo confessar que tenho alguns posts em atraso...A visita da Ritita e do Telmo, a visita do namorado,etc...
No entanto não resisti a mostrar este vídeo do Laban Center em Londres, dos Herzog&deMeuron.
Este é especial para o casal acabadinho de chegar a terras lusitanas que, tal como eu, fizeram a visita em vão à dita obra para serem proibidos de lá entrar. E devo dizer que o edifício é para lá do fim do mundo!(Chegam ao fim do mundo, viram à esquerda, passam o para lá do sol posto e estão quaseee lá!)
Há quem possa entrar...
No entanto não resisti a mostrar este vídeo do Laban Center em Londres, dos Herzog&deMeuron.
Este é especial para o casal acabadinho de chegar a terras lusitanas que, tal como eu, fizeram a visita em vão à dita obra para serem proibidos de lá entrar. E devo dizer que o edifício é para lá do fim do mundo!(Chegam ao fim do mundo, viram à esquerda, passam o para lá do sol posto e estão quaseee lá!)
Há quem possa entrar...
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Últimos cartuchos
Pois é, estou a despedir-me de Amesterdão. Entre caixotes e malas vou gozando o sol nas pausas, o tempo está espectacular.
A nossa Carla deu cá um pulo e como não é nada de festarolas chegou no dia da Rainha, a maior festa da Holanda. A população na cidade duplica e é quase ao cheiro dos Santos populares à escala da cidade em vez do castelo, e sem a sardinha.
Depois duma noitada na véspera, lá fui buscá-la ao aeroporto e seguimos para os festejos. A bicicleta tivemos que a levar à mao metade do caminho antes que matássemos algum dutch. Mas ao menos tinhamos as rodas da bike para não sentirmos o peso das garrafas de sangria, das garrafas de moscatel e das sandes de paio! Sim, porque isto foi só petiscos acabadinhos de chegar do nosso cantinho.
Copos com copos, a festa estava especialmente atractiva nos canais, com o engarrafamento de barcos, musica aos berros e tudo aos pulos a ver se os afundavam. No atelier tinham.me dito que com um grade de cerveja e um pouco de charme conseguiamos entrar num barco.. em vez de cerveja foi o moscatel mas lá fomos nós!
Nos dias seguintes foi a visita ao Prof. Beirão em Delft, a visita ao cócónhof (Keukenhof para quem não percebe Português), a visita aos moinhos em zanchanchas (este nem sei escrever em holandes...) e as voltinhas a amesterdão, com especial destaque a volta no mesmo barco em que nos tinhamos infiltrado uns dias antes. Acharam.nos irresistiveis e lá fomos nós de novo. Deixo.vos as fotos para apreciarem o estilo do grupo. Além de nós havia outra pessoa que tinha menos de 40 anos.. e tinha 13, o que não ajudava. Mas aquele barco tinha sem dúvida uma colheita especial de personagens!
A nossa Carla deu cá um pulo e como não é nada de festarolas chegou no dia da Rainha, a maior festa da Holanda. A população na cidade duplica e é quase ao cheiro dos Santos populares à escala da cidade em vez do castelo, e sem a sardinha.
Depois duma noitada na véspera, lá fui buscá-la ao aeroporto e seguimos para os festejos. A bicicleta tivemos que a levar à mao metade do caminho antes que matássemos algum dutch. Mas ao menos tinhamos as rodas da bike para não sentirmos o peso das garrafas de sangria, das garrafas de moscatel e das sandes de paio! Sim, porque isto foi só petiscos acabadinhos de chegar do nosso cantinho.
Copos com copos, a festa estava especialmente atractiva nos canais, com o engarrafamento de barcos, musica aos berros e tudo aos pulos a ver se os afundavam. No atelier tinham.me dito que com um grade de cerveja e um pouco de charme conseguiamos entrar num barco.. em vez de cerveja foi o moscatel mas lá fomos nós!
Nos dias seguintes foi a visita ao Prof. Beirão em Delft, a visita ao cócónhof (Keukenhof para quem não percebe Português), a visita aos moinhos em zanchanchas (este nem sei escrever em holandes...) e as voltinhas a amesterdão, com especial destaque a volta no mesmo barco em que nos tinhamos infiltrado uns dias antes. Acharam.nos irresistiveis e lá fomos nós de novo. Deixo.vos as fotos para apreciarem o estilo do grupo. Além de nós havia outra pessoa que tinha menos de 40 anos.. e tinha 13, o que não ajudava. Mas aquele barco tinha sem dúvida uma colheita especial de personagens!
domingo, 27 de abril de 2008
E Londres?
Os meus dois dias preferidos no ano...
" Eu tenho dois dias preferidos no ano.
O primeiro é o meu dia de anos.... o segundo é o Verão."
....Ontem foi verão.
sábado, 26 de abril de 2008
Crónicas de Viagem- Parte II
...depois da atribulada viagem de taxi e de uma breve passagem por alcantara, rumámos ao CCB onde pelo caminho ainda comemos uns belos pasteis de nata nos jardins de belém. O dia acabou no bar À Margem, descansamos com um copo de vinho na mao enquanto lá fora a chuva continuava a cair. O jantar foi no Restô do Chapitô. A noite revelou-se sem nuvens o que facilitou a subida até á Rua Costa do Castelo. Parte do percurso ainda foi feita de eléctrico ou nem sentiriam realmente o que é lisboa... =). Depois de oferecer o meu lugar á Monika (q tá grávida), fui de pé o caminho todo enquanto parte a bifalhada masculina ia confortavelmente sentada, sim que isto de ter boas maneiras e de ser cavalheiro é mto subjectivo...há culturas e culturas...
o dia seguinte amanheceu mais simpático e continuamos as nossas sessões de arquitectura por lisboa e da parte da tarde rumaram ao parque das nações enquanto eu decidi oferecer a mim mesma uma tarde livre para matar saudades da famelga. Fiquei a saber que ao fim da tarde foram ver uma escola mto recente do Valsassina e que foi o proprio irmão do mesmo (o director da escola) que lhes mostrou o projecto todo (logo por azar eu não estava lá). Ao jantar reunimo-nos novamente na Adega do Kais para um rodízio de comida portuguesa que correu bastante bem, o ppl estava animado e os meninos ainda foram para o Lux.
No dia seguinte saímos em direcção ao Porto numas carrinhas Vito alugadas, passámos pelo Cartaxo, Fátima, Coimbra, Ílhavo e Aveiro e devo dizer que foi mto interessante ver várias coisas do meu próprio país que eu não conhecia. O pior foi a viagem de carro, com o GPS em holandês em volume estridente (podem imaginar o que é ter uma voz de mulher em holandes a indicar as direcções como se estivesse a bater em alguém...). Vim posteriormente a saber que um dos meus patrões que ia a conduzir é surdo de um ouvido.
O jantar foi no D.Tonho Porto, mais um escolhido a dedo, mesmo á beirinha da ribeira a comer um arrozinho de tamboril...aliás estava tudo delicioso, foi comer á grande, entradas, vinhos, sobremesas...efim, nem vos digo quanto foi a conta final, fiquei feliz por ser o atelier a entrar com tudo...
A noite, para o ppl mais jovem, acabou no Bazaar, sítio mto "in" na cidade do porto. Iamos só tomar um copo e acabámos por chegar ao hotel ás 5 da manhã...*
*Continua... ( ufa que isto nunca mais acaba, o que vale é que eu até gosto de escrever) =)
o dia seguinte amanheceu mais simpático e continuamos as nossas sessões de arquitectura por lisboa e da parte da tarde rumaram ao parque das nações enquanto eu decidi oferecer a mim mesma uma tarde livre para matar saudades da famelga. Fiquei a saber que ao fim da tarde foram ver uma escola mto recente do Valsassina e que foi o proprio irmão do mesmo (o director da escola) que lhes mostrou o projecto todo (logo por azar eu não estava lá). Ao jantar reunimo-nos novamente na Adega do Kais para um rodízio de comida portuguesa que correu bastante bem, o ppl estava animado e os meninos ainda foram para o Lux.
No dia seguinte saímos em direcção ao Porto numas carrinhas Vito alugadas, passámos pelo Cartaxo, Fátima, Coimbra, Ílhavo e Aveiro e devo dizer que foi mto interessante ver várias coisas do meu próprio país que eu não conhecia. O pior foi a viagem de carro, com o GPS em holandês em volume estridente (podem imaginar o que é ter uma voz de mulher em holandes a indicar as direcções como se estivesse a bater em alguém...). Vim posteriormente a saber que um dos meus patrões que ia a conduzir é surdo de um ouvido.
O jantar foi no D.Tonho Porto, mais um escolhido a dedo, mesmo á beirinha da ribeira a comer um arrozinho de tamboril...aliás estava tudo delicioso, foi comer á grande, entradas, vinhos, sobremesas...efim, nem vos digo quanto foi a conta final, fiquei feliz por ser o atelier a entrar com tudo...
A noite, para o ppl mais jovem, acabou no Bazaar, sítio mto "in" na cidade do porto. Iamos só tomar um copo e acabámos por chegar ao hotel ás 5 da manhã...*
*Continua... ( ufa que isto nunca mais acaba, o que vale é que eu até gosto de escrever) =)
terça-feira, 22 de abril de 2008
Crónicas de Viagem - Parte I

‘E verdade, fui, voltei e nada ainda escrevi. So agora me consegui libertar da preguica e narrar com alguma capacidade sintetica o que foram os 4 dias por terras tugas, ou seja, eu e mais umas resmas de bifes holandeses, franceses, alemaes e afins, em tour supostamente “arquitectural” (deixem me so clarificar que para mim tudo o que ‘e estrangeiro vindo da Europa assim um nadinha mais para norte ‘e bife). Aviso ja que este nao ‘e um relato de uma viagem de arquitectura (o que devia ser depois da overdose que tive), essa parte vou saltar, vou sim satirizar as peripecias que se passaram.
A viagem de aviao correu bem , a tap serviu para pequeno almoco pao de deus com queijo e fiambre o que me fez matar as primeiras saudades, mas a bifalhada nao achou mta piada ‘a mistura do salgado com o doce do coco caracteristico do pao, dizem eles que nao combina (relembro uma vez mais que estes tipos comem pao com manteiga e pepitas de chocolate…).
A chegada a lisboa foi desconcertante, o dia ate amanhecera solarengo em amesterdao mas a nossa capital acordou cinzenta e o vento nao deu descanso. O extase comecou logo com o nosso magnifico aeroporto, ‘a saida do aviao somos atafulhados nas camionetas e seguidamente largados no labirinto de escadas ao som de brocas e perfuradoras que entoavam as boas vindas. Depois das malas aviadas, seguiu-se uma vertiginosa viagem de taxi pelas avenidas, assim ‘aquela horinha em que o transito esta mesmo bom, sendo que havia uma rapariga gravida a bordo num dos taxis, capaz de ressuscitar o paozinho de deus.
Depois das respectivas burocracias no hotel, seguiu-se o almoco na Linha D’Agua, agradavel sim, mas pena que ora chovia ora fazia um sol daqueles. A tarde foi animada, passeamos pelo coracao da cidade, os bifes ja com os bofes de fora de andar a subir e a descer calcadas, saudosos da bela da bike e da planicie “amesterdaniana”. Devido a um jogo de futebol qualquer, a cidade estava tristemente tomada de assalto por ingleses, esse povo tao maravilhoso e bem comportado…era ver bandeiras enroladas a tudo o que era estatua e ate a fonte do rossio conseguiram impestar, enquanto gritavam que nem suinos. Ao fim do dia partimos (novamente de taxi, para minha contariedade) para um outro destino da cidade e devo dizer que nao foi de todo um momento feliz: apanhamos o taxi e o taxista mais velhos em toda a cidade de lisboa, eu que tenho umas pernas mesmo mesmo compridas, ia com os joelhos esmifradinhos contra o porta luvas por isso podem imaginar. Qual piloto de formula 1, o velhote acelarava ao som de uma cassete de musica pimba tao antiga que a voz ja estava meio distorcida e nem se percebia bem se quem cantava era homem ou mulher….*
* Continua brevemente…..quando houver tempo e paciencia =)
Subscrever:
Mensagens (Atom)